Gritaria não é sinônimo de unção, e encenação não é autoridade espiritual.
Será que estamos manifestando o poder de Deus ou apenas reproduzindo comportamentos que banalizam o evangelho?
Quem conhece Deus não precisa gritar para ser ouvido.
E a maioria dos falsos pastores e profissionais da fé podem são fáceis de identificar.
Algumas coisas da religião são, para mim, um grande alerta de perigo. Sabe aquele ditado que diz que “onde há fumaça, há fogo”? Pois bem, a gritaria de alguns pastores evangélicos sempre me traz um sinal de alerta.
Quando a pregação vira uma encenação estereotipada e caricata — em que até as pausas na fala e a maneira de respirar ou gritar tornam-se sinais de uma espiritualidade forçada ou de uma suposta “unção” —, é hora de repensar o que é a verdadeira autoridade de um cristão.
Parecer espiritual e agir como um profissional da fé em cima do altar deveriam ser motivos de vergonha, e não algo que gera destaque. O poder, a autoridade e o domínio de um cristão dependem unicamente da nossa fé em tudo aquilo que Cristo conquistou para nós na cruz do Calvário.
Nós somos, ou deveríamos ser, representantes legais de Jesus no mundo. Toda a gritaria e o teatro na igreja são alguns dos vários motivos pelos quais o nome de Jesus virou piada para aqueles que não servem a Deus.
Ser cristão não é simplesmente sair por aí repetindo jargões como “varão”, “misericórdia”, “tá repreendido” ou “tô na prova”. A palavra misericórdia está sendo banalizada, e até quem não é cristão está “repreendendo o diabo” sem entender o peso e a responsabilidade de carregar essa autoridade.
Quem busca uma aliança com Deus precisa se distanciar do evangelho da performance, das encenações, das frases prontas e dos exageros. O nosso poder está no amor não fingido e no temor a Deus. Não podemos diminuir ou esvaziar a importância disso.
2 Timóteo 1.7: Porque Deus não nos deu espírito de medo, mas de poder, amor e domínio próprio.




