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Você já transformou Deus em um refém do seu estado emocional?

Entenda como seus sentimentos podem influenciar sua fé e sua percepção sobre Deus — e por que sua convicção não pode depender do que você sente.

Quando está alegre, você ora, canta louvores e acredita que finalmente a sorte está do seu lado. Mas, quando você está triste, de repente, Deus parece distante, qualquer coisa te faz chorar e você começa a duvidar que Ele se importa com você.

Muita gente acha que o maior problema de um cristão está no fato de ele pecar ou não, ou de cumprir uma lista de tarefas mecânicas e facilmente mensuráveis. Mas a maior guerra de uma pessoa — cristã ou não — acontece dentro da alma, no turbilhão de sentimentos, pensamentos e emoções.

Antes de me converter, eu ia ao show do cantor Daniel e sentia arrepios, emoção e eletricidade em todo o corpo, apenas pelo ambiente incrível que a música proporciona. Depois, na igreja, a expectativa era quase a mesma: arrepios, vontade de chorar, emoções à flor da pele; mas, às vezes, eu não sentia absolutamente nada.

Uma coisa é fato: a nossa emoção é facilmente manipulável por ambientação e música. E, infelizmente, a nossa visão sobre quem Deus é também pode ser tão volúvel quanto o nosso estado de ânimo em determinado dia ou circunstância.
O que “virou o jogo” para mim foi compreender o que está escrito em Tiago 1:7-8: que alguém de coração dividido é inconstante em todos os seus caminhos e que uma pessoa assim não deve esperar receber nada da parte de Deus.

A falta de convicção nas promessas, no amor e na fidelidade de Deus é o que nos prende aos altos e baixos emocionais e nos torna escravos de sinais e arrepios. Basta, porém, uma decisão: se posicionar como representante e herdeiro de Cristo para manifestar o Reino de Deus em todas as áreas da nossa vida.

Convicção não nasce do que você sente, nasce de quem Deus é para você — mesmo quando você não sente nada.

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